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Cessna 510 Citation Mustang

O executivo leve da tradicional Cessna

Cessna 510 Citation Mustang. Origem da imagem desconhecida.

Cessna 510 Citation Mustang. Origem da imagem desconhecida.

Confiabilidade, robustez, tradição. São apenas algumas das palavras que nos vêm à mente quando pensamos em uma aeronave Cessna. Quantos não são os pilotos que bateram suas asas pela primeira vez em um 172? Com esses verdadeiros trunfos na manga, a fabricante norte americana pretende conquistar, também ela, sua fatia no já movimentado mundo dos jatos executivos leves. Para isso, reuniu todo sua experiência e know-how nessa pequena mas potente aeronave, concorrente direta do Phenom 100 da Embraer, do Cirrus Vision, do PiperJet e de tantos outros.

Cessna 510 Citation Mustang em voo. Origem da imagem desconhecida.

Cessna 510 Citation Mustang em voo. Origem da imagem desconhecida.

Histórico

Os estudos iniciais para o programa, que culminaria com o Cessna Citation Mustang, começaram entre 1996 e 1997. Inicialmente, almejando baixos custos operacionais e eficiência de consumo, idealizava-se uma aeronave com propulsão de tipo turbohélice, e só em 2001 é que os projetistas decidiram adotar uma solução turbofan. O anúncio público do projeto ocorreu aos 10 de setembro de 2002 na convenção da NBAA em Orlando, na Flórida, quando então foi também revelado um “mockup” da cabine. A menor aeronave da família de jatos Cessna é um projeto completamente novo – “blank sheet”, como se diz – exceto pelas sua asa, que é a mesma do Citation Sovereign, evidentemente diminuída de tamanho.

Os motores foram acionados pela primeira vez em março de 2005, e no mês seguinte do mesmo ano um Citation Mustang decolava pela primeira vez. No processo de certificação participaram não só o protótipo, como também já duas aeronaves de produção, das quais a primeira voou pela primeira vez em agosto de 2005 e a segunda em janeiro de 2006. Além disso, foram usadas duas células estáticas para testes estruturais em solo, que passaram por um programa de 75.000 horas de testes, equivalente a cinco vezes a vida útil prevista para a aeronave. O protótipo foi apresentado ao público na AirVenture de julho de 2005, promovida pela EAA (Experimental Aircraft Association) em Oshkosh.

Cessna 510 Citation Mustang. Imagem: Cessna Aircraft Company

Cessna 510 Citation Mustang. Imagem: Cessna Aircraft Company

Em maio de 2006, a primeira aeronave de demonstração fez o seu “roll out”, e no mês seguinte voou pela primeira vez. A certificação do Mustang pela FAA – certificação que inclui operação por um só piloto, operação noturna e diurna, VFR e IFR, RVSM e GPS WAAS – ocorreu aos 8 de setembro de 2006, após 1.200 horas de voo de testes. Seguiram-se as certificações EASA em maio de 2007. No mesmo ano, o Mustang foi aprovado na Austrália, no México e na Venezuela, enquanto aguardava a certificação brasileira. Nesta época, estava ainda em curso, porém em seus estágios finais, o processo de certificação de operação por glideslope [não confirmada – 2011]. A meta de produção estabelecida então era de 150 aeronaves por ano até 2009.

O primeiro cliente a adquirir um Citation Mustang foi o Mustang Management Group de Fresno, que no mesmo dia, 22 de novembro de 2006, retornou na forma de leasing a aeronave à Cessna, para que fosse usada como um demonstrador. A primeira entrega de fato foi para a Goode Ski Technologies, aos 23 de abril de 2007. Já em agosto de 2008, a fabricante americana entregava o centésimo Mustang. Em abril do mesmo ano, a um custo de aproximadamente US$ 2,766 mi, a Cessna contava com mais de 500 pedidos firmes, dos quais 100 eram de clientes europeus, incluindo 25 para operadores britânicos. Em maio de 2009, a um custo de aquisição de US$ 2,859 mi, a Cessna anunciou a entrega do Citation Mustang de numero 200.

Comentários

    • diz

      Olá Elenilson. Então, traduzir sem sentido perde a utilidade, e frequentemente certos termos não tem uma tradução, ou a tradução tradicional não é muito boa. Nesse caso, eu não conheço uma tradução. Mas essencialmente, um “strake” é uma espécie de prolongamento na raiz da asa. Mais precisamente, na raiz da asa vc faz a corda crescer bastante, de forma a ter ali espaço para alguma coisa, p. e., trem de pouso, tanques de combustível, etc. Procure uma imagem de uma aeronave chamada “rutan verieze”, vai ficar claro o que são os “strakes”….

      Obrigado pela participação.

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